Otamir

fevereiro 26, 2010

Leitores, leitores, leitores! Estou de volta de meu prolongado feriado e mal posso esperar para contar-lhes tudo o que ocorreu entre este natal e o ano novo…

Foi algo muito forte pra mim. Poderá parecer besteira para alguns, mas ainda estou meio abalado, meio destruído, triste. Foi, sim, minha segunda experiência com pés e chulé depois de Diogo. E estava louco para compartilhar e desabafar tudo aqui com vocês.

Mas deixem-me contar do início.

No feriadão, eu, que estava de férias da Universidade, fui passar vários dias no casarão do sítio do meu tio (prefiro não dizer o nome da cidadezinha do interior de SP para não levantar suspeitas). Mas por favor! Não vão pensando que o que ocorreu envolve os pés do meu tio (eca, ele é tão feio e gordo quanto eu, rsrs…) ou de um suposto “primo” – eu não tenho, só tenho duas primas. E uma delas é filha desse meu tio. Somos muito amigos e ela, claro, já sabe que sou gay. Adro passar os feriados com eles. O casarão é maravilhosamente confortável e é um descanso do dia a dia dessa cidade grande aqui viu? Eu mal podia esperar pra me livrar do minúsculo apartamento onde moro com meus pais.

Na primeira noite eu, meu tio e minha prima bebemos whisky ouvindo música na sala. Meu tio preparou um churrasco rápido e ficamos até tarde conversando. Nós três nos damos muito bem. Minha prima não via o pai fazia 2 meses. Ela tem 28 anos e está trabalhando em Sampa… Mas o que importa é o que aconteceu na noite seguinte, na noite da festa de natal.

Meu tio organizou uma modesta festa num espaço enorme que existe atrás da casa – um tipo de quintal bem arborizado com balcão e banheiro. Alguns amigos do meu tio da vizinhança vieram, trazendo comida. As pessoas iriam ficar bebendo e comendo ali até amanhecer. A iluminação do local estava bonita. Eu fiquei do lado da minha prima, botando as conversas em dias. Nós riamos muito e bebíamos também.

Por volta das 2 da madrugada, eu e ela já estávamos bastante bêbados. As risadas do meu tio podiam ser ouvidas a kilômetros e o som não dava sinal de que iria parar. E eis que, discreta e silenciosamente, ele veio chegando mais perto. Talvez por timidez, se sentou num banco de pedra sem encosto que ficava em baixo de uma árvore, a alguns metros de onde a festa estava realmente acontecendo. Era um jovem de aparentemente uns 20 anos. Fui eu quem primeiro viu sua silhueta na sombra. Estava sentado no banco, tirando a mochila das costas. Perguntei à minha prima:

– Quem é ele?

Ela demorou alguns segundos para responder, franzindo a testa: – Uhm, não sei. Vamos lá descobrir – e me puxou pela mão com um riso bêbado.

Apesar de bêbado, fiquei com um pouco de medo. Mas o sentimento logo foi substituído por outro, quando nos aproximamos do jovem: leitores, acreditem em mim quando digo que ele foi o cara mais encantadoramente lindo que já conheci. Magro, mas com o corpo definido (nem magricelo nem fortão). Seu rosto era lindo, sua expressão um misto de brincadeira e diversão. Seus cabelos eram pretos e lisos. Ele vestia uma calça branca e uma camisa de abotoar branca e carregava uma mochila preta surrada. Usava um tênis surrado preto não muito esportivo. Ele fez uma expressão de timidez quando nos aproximamos.

– Oi? – minha prima perguntou.

– Olá – ele tinha um sotaque diferente. Até hoje não consegui com certeza identificar de onde era – desculpa, eu ouvi a música e o portão grande tava aberto aí vim aqui – e sorriu o sorriso mais lindo e inesquecível do mundo.

Ficamos em um silencio desconfortável por um longo minuto. O sorriso sumiu de seus lábios.

– Você mora aqui por perto? – minha prima finalmente perguntou.

– Não, eu to viajando pelo país inteiro. Acabei de chegar aqui e ainda não sei onde ficar.

– Gosta de vinho? – minha prima bêbada perguntou com o início de um sorriso.

– Gosto.

– Então vem beber com a gente.

Ele voltou a sorrir e nós três voltamos para a festa. Ninguém achou estanha a presença dele, nem mesmo meu tio que, além de bêbado, confiava muito em mim e minha prima. Ela trouxe outra garrava de vinho e serviu nossos copos. Ele agradeceu.

– Como é teu nome? – perguntei.

– Otamir.

Era um nome tão diferente… estava cada vez mais difícil pra eu conter meus suspiros. Tudo nele me deixava muito apaixonado! No entanto, leitores, o crescimento do meu amor era inversamente proporcional à tristeza que ia se apoderando do meu coração: por todos os indícios, gestos, jeitos, tons de voz, uma coisa era absolutamente certa: ele era completamente hétero e muito bem resolvido. À medida que eu ia bebendo, ficava difícil suportar esses dois tipos de sentimento tão distintos: tristeza e paixão. Minha prima também não ficou de muito bom humor, ao ver que ele não estava em nada interessado nela (ela não é exatamente bonita, rs).

Quando os primeiros raios da manhã começava a anunciar sua chegada através das folhas das árvores, minha prima anunciou, cambaleando:

– E-estou indo deitar. Otamir, você pode dormir aqui se quiser! Tem uma cama num quarto do porão que, apesar de velha, vai servir enquanto você descansa antes de sair por aí procurando lugar pra ficar e prosseguir com sua viagem.

Ele sorriu discretamente e aceitou. Nós três nos dirigimos ao casarão. Meu tio ainda ria e ouvia música com um casal de amigos a quem ia dar carona (apesar de muito bêbado).

Minha prima nos levou até o porão, ao descer um lance de escadas. Nele, havia uma porta que dava para um pequeno quarto, que devia ser de empregada ou coisa parecida. Havia uma cama velha com um colchão branco meio encardido. O quarto era exatamente em baixo do de hóspede – onde eu estava dormindo.

– Valeu mesmo – ele falou e jogou a  mochila no chão sujo ao lado.

– Vou acender o candeeiro, do contrário você vai morrer de frio – ela respondeu acendendo um fósforo e iluminando o lugar.

Otamir sentou na cama e tirou os sapatos. Eu não consegui parar de olhar. Estava com meias brancas esportivas um pouco encardidas! Meu pau enrijeceu de tal maneira que não sei como consegui me manter em pé. Ele depois desabotoou os botões de sua camisa branca, exibindo um peitoral lindo e uma barriga perfeita, magrinha. Depois disso, deitou com um suspiro de cansaço. Minha prima já estava na porta:

– Vem!

Eu saí e fui para o meu quarto já sabendo o que ia fazer: bater uma punheta gigante pensando em Otamir. Tirei minha calça muito rápido, meu pau muito duro escapando da cueca e latejando. Foi só eu tocar nele levemente para quase gozar, pensando naquele jovem lindo que estava logo ali, embaixo de mim. Em como eu queria agora limpar as solas dele com minha língua e sentir o seu chulé no meu nariz, na minha cara!

“Isso, embaixo de mim!”, pensei e me deitei no chão de madeira do quarto de hóspedes. Entre as madeiras havia frestas. Coloquei meu olho entre uma mais ou menos maior e… consegui! Eis que fiquei observado Otamir dormir como um anjo. Sua expressão era tão serena… Ele dormia com as mãos atrás da cabeça (fiquei imaginando o cheiro de seu sovaco, lógico), com o peitoral à amostra e com as pernas esticadas. Ele não tinha tirado as meias. Eu podia ver tudo porque o candeeiro que minha prima tinha acendido iluminava tudo com sua chama bruxuleante e incerta. Eu pus a mão no meu pau. Ia ter uma punheta magnífica olhando (meio mal, com dificuldade, mas olhando!) Otamir. Toda a bebida que havia entrado em mim nessa noite tinha subitamente cessado de fazer efeito, tamanho o tesão que eu estava sentindo por Otamir agora. E então outra idéia magnífica me ocorreu: “embaixo de mim!” Sim, eu podia ir até lá silenciosamente sem ninguém perceber (quem iria pro porão uma hora dessas e num dia desses?) e arriscaria, com cuidado, a pelo menos sentir o cheiro que aqueles pés emanavam. Ele bebeu bastante vinho, devia estar dormindo como um bebê! Leitores, sem dúvida seria a punheta do século!! Não pensei duas vezes. Vesti meu pijama, abri minha porta muito devagar. Lá fora a música havia cessado. A pick up do meu tio não estava mais à vista (tinha ido levar o casal de amigos em casa).

Desci até o porão, o coração a mil. Passei pela primeira porta, os raios de sol começando a entrar por pequenas frestas que uma pequena janela coberta com papel possuía. A porta do porão fez um barulho que considerei imenso. Mas por sorte a porta do quartinho onde Otamir estava ficando já estava aberta. Eu passei sorrateiramente, me ajoelhei e fui engatinhando até a cama… e até os pés dele. Cheguei. Aproximei cuidadosamente meu rosto de seu pé esquerdo, olhando rapidamente de relance para ele – seu peito subia e descia num sono aparentemente profundo. Meu naiz encostou na meia. Leitores! A quandos dias Otamir usava aquela meia? Uma semana talvez? Ela estava bastante surrada, em alguns trechos, até um pouquinho dura. As solas estavam bem encardidas. Leitores, e que chulé!!! Vocês fazem idéia de quanto tempo faz que não sentia esse cheiro tão amado? Desde que Diogo e seus amigos me humilharam no colégio, não sinto esse cheiro – e dessa vez posso constatar: o melhor do mundo! – o cheiro do chulé de um macho! Meu Deus, como é indescritível. Leitores, meu nariz se transformou numa pequena máquina de fungar que não parava de funcionar. Funguei muito, muito, muito. Era um êxtase atrás do outro, leitores. Eu estava no céu. Meu pau latejava tanto que eu podia explodir num gozo a qualquer segundo. Talvez eu tenha passado uns 40 minutos sem cansar cheirando os dois pés. Passava do esquerdo para o direito. Já estava totalmente pronto para gozar. Mas, ao olhar de relance para ele, vi-o dormindo tão profundamente que pensei de maneira totalmente irracional: “ele não iria acordar se eu tirasse as meias”. Leitores, COMO eu queria ver aquelas solas! Como eu queria limpá-la(o)s com a língua, como eu queria cheirar aquele chulé diretamente na pele do pé! Sem pensar muito, comecei com todo cuidado do mundo a puxar a meia do pé direito. Levou alguns minutos, mas finalmente saiu. Leitores, serei eu capaz de descrever o que eu vi?

Uma vez vi numa comunidade do Orkut, alguém dizendo num tópico que, muitas vezes, o cara é gato e quando você olha pros pés dele, vê que são feios. E o inverso também é verdadeiro. Leitores, no caso de Otamir é atordoante constatar que os pés dele são coerentes com a beleza do resto do corpo. Que pés! E as unhas estavam bem cortadinhas. Em cima do pé havia aquelas veias de pés tipicamente masculinos que andam muito. As solas ordenavam que fossem lambidas. Comecei a cheirá-las… oh, leitores! A quanto tempo, desde Diogo! Meu nariz encostou na sola de Otamir e pôde sentir sua pele típica de quem anda muito e não liga muito pra cuidar dos pés. Meu nariz desceu até seu calcanhar, cuja pele era levemente mais áspera e agredida… e finalmente subiu até os dedos. O cheiro de chulé ali se concentrava de tal modo que eu sentia que podia gozar a qualquer momento. Otamir mexeu rapidamente os dedos. Meu coração deu um pulo e eu fiquei com medo. Vi cuidadosamente que ele continuava a dormir. E voltei rapidamente para os seus pés, que me fascinavam progressivamente. Ele não precisava estar acordado me humilhado. Otamir me humilhava só de existir: ele era naturalmente mais bonito, mais perfeito que eu, um gordo feio. Eu estava ali, cheirando o chulé dele. Fiz a mesma coisa com o pé esquerdo e, depois de cheirar muito toda a extensão do pé (estudava-os com tesão e fascinadamente, percebendo que certos trechos eram mais ásperos que outros, mais chulezentos que outros), começei a lambe-los. Acho que, leitores, minha língua nasceu pra isso. Lambia de cima a baixo, limpando o chulé de todo o pé de Otamir com minha própria língua! Nunca me senti tão humilhado e com tanto tesão ao mesmo tempo. Seus pés estavam quentinhos, como que recém-saídos dos tênis. Quando foi a hora de lamber entre os dedos,leitores, tirando todo aquele chulé dali e passando-o para minha língua e meu rosto, não agüentei: dei uma gozada assustadoramente grande. Posso me arriscar a dizer que foi o momento de maior prazer da minha vida. Fiquei muito fraco logo em seguida, mas ao ver que Otamir se remexia cada vez mais na cama, tive medo. Limpei todo o meu gozo com o short do meu pijama, botei as meias dele dentro do tênis (apostava que ele não se lembraria que não as tinha tirado na noite anterior, de bebedeira). Antes de sair do quarto, olhei mais uma vez para ele. Continuava dormindo. Vi seu lindo peitoral e fiquei instantâneamente com vontade de cheirar seu sovaco peludo. Mas não podia me arriscar a tanto – ele podia acordar. Com as pernas trêmulas ainda do gozo monstruoso, saí do quarto, do porão, cheguei ao meu (meu tio estranhamente ainda não havia voltado) e caí na cama, exausto, e adormeci, pensando em Otamir.

Quando acordei já era por volta das 15h. Fui atordoado para o banheiro do meu quarto e meu pau ficou duro na hora: o chulé de Otamir ainda estava impregnado na minha cara. Bati mais uma punheta, me amaldiçoando por não ter roubado uma daquelas meias para guardar pra sempre de lembrança. Depois tomei banho, troquei de roupa e saí, com um sentimento de tristeza imenso ao imaginar que Otamir já tinha ido embora pra sempre, prosseguindo sua viagem.

Na cozinha, uma moça que trabalha para o meu tio me informa que minha prima “e aquele outro rapaz” estão do lado de fora, no jardim. Meu coração pula de alegria ao saber que Otamir não foi embora e me dirijo para fora da casa. Mas antes de sair, um medo me invade: será que Otamir percebeu que havia amanhecido sem meias? Será que ele de alguma maneira descobriu o que eu fiz ao sentir os pés molhados com a minha saliva? Será que ele tinha contado a minha prima (ela, embora saiba de minha orientação sexual, nunca desconfiaria do meu fetiche)? Será que ele não ia falar comigo?

Quando cheguei no jardim, cheio de lixo e restos da festa da noite anterior (copos descartáveis jogados no chão, garrafas vazias, papéis de presente rasgados), vi os dois conversando e, ao me ver, minha prima falou:

– Finalmente!

Otamir acenou pra mim com um sorriso lindo e divertido.Ufa! Me senti muito aliviado e dei um sorriso enorme para os dois. Leitores! COMO OTAMIR ESTAVA LINDO! Ele tinha trocado de roupa. Estava agora com uma bermuda cinza com cinto, uma camiseta preta regata e… uma havaianas preta um pouco surrada, deixando aqueles lindos pés à amostra. Ficavam lindos de havaianas e à luz do dia: suas veias pareciam saltar, era fascinante… e, claro, só fiquei pensando no chulé que aquela havaianas devia dar!

– Vocês contam o que de novidade? – perguntei, animado.

– Ah é, você não soube – minha prima respondeu azeda – papai bateu com o carro… Mas não se preocupe ninguém se machucou, exceto o carro, que já está na oficina!

– Nossa! – respondi.

Otamir tinha um ar divertido. Como seu corpo era lindo… Mas eu tinha que disfarçar. E sobretudo tinha que parar de olhar para as havaianas dele…

Bom, leitores, vou resumir o que aconteceu naquela tarde: minha prima propôs que bebêssemos o que havia sobrado da festa da noite anterior perto do pequeno lago que o sítio possuía. Todos concordaram e logo estávamos os três sentados na grama embaixo de uma árvore, olhando a água tranqüila cheia de pequenos grupos de patos brancos, bebendo e rindo muito com as histórias dos três.

Leitores, eu não conseguia tirar os olhos dos pés lindos de Otamir. Sentado na grama, às vezes ele tirava a havaianas do pé pra descansá-lo, pisava na grama, sua sola branca ficava um pouquinho suja, com pedacinhos de grama… depois ele colocava a havaianas de volta… e meu pau durasso só vendo aquilo. Era um espetáculo. Em um instante, fiquei perto dele e pude sentir um leve cheiro de cc saindo de seus sovacos. O que era aquele menino? Ele existia, ou era a materialização de todos os meus desejos?

Mas, quando já estava ficando bem escuro e as cigarras cantavam alto, minha prima achou melhor voltarmos para casa. Os três voltamos cambaleando, bastante bêbados (mas não tanto quanto na noite anterior). Minha prima convidou Otamir para dormir mais uma noite na casa. Ele aceitou (nesse instante meu coração quase pulou de felicidade – mais uma punheta homérica naqueles pés perfeitos!). Comemos uma lasanha que estava preparada na cozinha, cumprimentamos meu tio, que estava numa rede no terraço (ele achava a presença de Otamir completamente normal) e cada um foi pro seu quarto. Minha prima se despediu e subiu as escadas (o dela era no primeiro andar).  Quando estava prestes a me despedir de Otamir e ir para o meu quarto, ele, para meu sobressalto, perguntou:

– Cara, tu não vai fazer aquilo de novo hoje não né?

– Hãnm?!? – perguntei, assustado

– Lamber meu pé, cara.

Ficamos um encarando o outro por vários segundos que pareciam durar uma eternidade. Ele depois falou.

– Eu vi você fazendo isso ontem lá no porão tarde da noite.

Talvez tenha sido a bebida que me deixou com essa coragem. Talvez o fato de que eu nunca mais ia vê-lo e não teria que me preocupar com nada. O fato é que eu fale o seguinte, leitores:

– É, eu fiz isso mesmo. Eu gosto de cheirar e lamber pés de homens. Os seus estavam ótimos por causa do chulé. E eu ia fazer isso de novo escondido hoje. Como você descobriu, só me resta pedir: posso lamber seus pés de novo hoje?

Ele ficou calado, me olhando com talvez uma cara de nojo e bastante surpreso ao ouvir aquilo.

– O que você tem a perder? Só vai ter a ganhar: uma massagem relaxante no pés – mas com a língua.

Ele deu um risinho silencioso bêbado e superior e falou que sim: – mas tem que ser no teu quarto – completou.

Preciso descrever aqui a felicidade que eu senti, leitores?

Fomos os dois para o meu quarto. Antes dei uma olhada ao redor para checar se ninguém tinha nos visto. Não havia ninguém por perto. Entramos e tranquei a porta.

Otamir visivelmente estava tirando vantagem da minha tara, do meu fetiche: entrou no quarto, tirou as havaianas, se jogou na minha cama, pegou o controle da TV (no meu quarto tinha) e a ligou. Botou os braços atrás da cabeça e ficou assistindo totalmente relaxado!

Qual não foi o tamanho do meu tesão?

Deixei ele deitado na cama e me ajoelhei no chão. Fui engatinhando em direção até onde os pés dele descansavam… e comecei a cheirar. Meu nariz roçava delicadamente por toda a extensão do seu pé direito, sugando o odor. O pé estava um pouco sujo e com uns pedacinhos de grama. E isso me deixava com mais tesão ainda – era mais humilhante. O chulé da havaianas dele era inacreditável, leitores. Quem já sentiu chulé e havaianas sabe. A dele estava bastante gasta. E o suor em contato com aquela borracha produzem um cheiro inigualável!  Imaginem em alguém lindo como Otamir… O chulé entre os dedos estava uma loucura.

De repente, Otamir começou a rir. Eu levantei meus olhos para o rosto dele, e ele comentou, sorrindo:

– Parece um cachorro rsrsrsrs!!!

Que humilhação! Não respondi nada leitores, voltei servilmente a cheirar o pé dele com mais vontade ainda… é claro que eu amava Otamir me humilhando daquele jeito! Tanto que depois de cheirar inteiramente o pé esquerdo também (sugando com o nariz eventuais pedacinhos de grama), comecei a lamber seus pés… ah, leitores. Posso lhes dizer seguramente que conheci o paraíso. Sentir com a língua as texturas das solas de Otamir realmente não tem preço. Aquele gosto de chulé com um pouco de sujeira eu queria ter pra mim pelo resto da vida!… e quando eu cheguei nos dedos… comecei a lamber entre eles. Pude sentir que minha língua estava removendo uma sujeirinha que fica entre os dedos (que os americanos chamam de “toejam”). Engoli tudo com gosto, franzindo o cenho, morrendo de tesão – meus suspiros de prazer já estavam começando a ficar altos – e cada vez que removia a sujeirinha entre dois dedos, o cheio do chulé subia mais forte. Olhei de novo para Otamir. Ele me olhava incrédulo, com os olhos esbugalhados e com uma leve expressão de nojo na boca. Eu estava babando e me lambuzando com seus pés. Depois de remover toda a sujeira e ficar mordendo levemente (e lambendo!) seus calcanhares, comecei a lamber de cima a baixo seus pés, exatamente como um cachorro. Minha língua ficava imensa repetindo isso sem parar. Aí, não agüentei mais, leitores: involuntariamente. Meu pau explodiu no maior gozo que consegui dar. A porra escorreu aos montes pela minha bermuda e eu caí no chão exausto (talvez a bebida tenha ajudado). 5 minutos depois o que quer que Otamir estivesse assistindo na tevê acabou e ele se levantou da cama dizendo:

– Melhor eu ir. Podem perceber que eu não to no porão e eu não quero arranjar confusão nessa casa.

Mas, leitores, vocês não vão acreditar no que Otamir fez: enxugou seus pés lambuzados da minha saliva na minha camisa, como se eu fosse um capacho e calçou as havaianas! Saiu do meu quarto fechando a porta e eu desmaiei para dormir sem parar.

Já tomei tempo demais de vocês leitores. Vou encurtar a história: quando acordei no dia seguinte, com uma forte dor de cabeça, era quase 12:00. Encontrei minha prima na cozinha, comendo sorvete:

– Até que enfim!- ela falou. Mas a primeira coisa que perguntei foi:

– E Otamir?

-Ah, acho que ele foi embora hoje de manhã bem cedo, pois quando acordei não o encontrei na casa. Deve ter ido prosseguir sua viagem. Garoto estranho…

Desde então, leitores, um período de tristeza sem fim me acometeu. Passei tempos longe do blog por causa disso, fiquei deprimido mesmo. A única coisa que eu conseguia falar (sempre chorando) depois que ele foi embora, como uma criança, foi: “Eu quero Otamir! Eu quero! Eu quero! Eu quero! Eu quero!” Agora já estou me recuperando, voltando à minha rotina (as aulas na faculdade já voltaram e estou num período bem legal)… não preciso dizer que procurei Otamir por todo canto na internet, não é? Mas ele não tem Orkut, Facebook, Twitter, nada, leitores… o que me resta dele é apenas uma lembrança – nem foto eu tenho. Me resta a lembrança e a sensação de dever não cumprido: deixei os pés dele limpos e relaxados com minha própria língua por dois dias – mas eu queria fazer isso pela eternidade.

9 Respostas to “Otamir”

  1. […] 26, 2010 Leitores, para comemorar minha volta à ativa no blog com a história de Otamir, minha segunda experiência verdadeira com pés, posto este vídeo que sei que vão adorar. Bom […]

  2. Rafael said

    AAAAAAAAAAAAA PERFEITO! é uma pena mesmo! vc sabe quanto ele calçava?

  3. feetslave18 said

    foda cara, queria eu ter essa sorte🙂 mt bom mesmo

  4. Alex said

    Cara, acabei de conhecer seu blog e resolvi ler seus textos. Mto legal. Tb adoro pés. Mesmo sem te conhecer, fiquei feliz por vc… hehehe Adoraria manter contato com vc. viva_alejo@hotmail.com

  5. gastao said

    cara, adoro fazer isso que vc fez. Lamber, cheirar, pegar e até me esfregar em pés de adormecidos. É puro tesão. Adorei o blog.

  6. bruno said

    Cara, essa historia foi um sonho, ja peguei uns meninos e lambi os pés e tals…mas vou dizer que vc teve muita sorte porque um hetero deixar fazer isso e ainda sendo lindo, vc ganhou ele de presente, ta certo que nao foi pra eternidade mas valeu o momento!

  7. Carlos said

    Umas das coisas que mais tenho vontade é cheirar esses pés em chinelos havaianas nos dias de calor, sei que dão o maior chulé!

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